Por que o marketplace é o assunto do momento no e-commerce?

Até que ponto os marketplaces são rentáveis para o lojista?

por: Pedro Guasti*

O ano de 2017 está sendo marcado pela consolidação dos marketplaces no e-commerce brasileiro. Depois de muitos anos de expectativa, a Amazon finalmente iniciou suas operações no Brasil, primeiramente com livros. Gigantes como B2W e Via Varejo demonstraram em seus balanços trimestrais que praticamente dobraram o GMV nas vendas de produtos de terceiros na comparação com o mesmo período de 2016, com o Magazine Luiza reforçando suas operações e o anúncio recente do Buscapé inaugurando a entrada nesse mercado, mas sem deixar de lado sua essência de comparador de preço.

Esses fatos comprovam que, para os grandes players do e-commerce, vender via marketplace é muito vantajoso, tanto do ponto de vista financeiro quanto do operacional. Além de impulsionar receitas (por meio do comissionamento das vendas dos produtos de terceiros), os varejistas conseguem ampliar o sortimento e, em muitos casos, aumentar o tíquete médio e fidelizar o consumidor. Mas e para os pequenos e os médios lojistas, será que a equação também é favorável? Listo abaixo seis vantagens desse modelo de negócios:

1) Redução de custos

Com relação aos custos, o marketplace permite ao empreendedor economizar com criação e manutenção de um website próprio. Aliás, é importante frisar que ter um site continua sendo importante, mas não é mais essencial. Para se destacar no e-commerce, o vendedor precisa de bons produtos e preços competitivos. Com a operação mais enxuta, o custo com mão de obra é menor. Detalhe importante: o plano de marketing também fica a cargo do marketplace.

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2) Menos preocupações

Garantir um sistema seguro e integrado aos meios de pagamentos sempre foi um dos principais gargalos para os pequenos lojistas, tanto do ponto de vista financeiro quanto do operacional. No marketplace, todo o conjunto de marketing e venda desde o recebimento do pedido, formalização do pagamento e detecção de fraudes é de responsabilidade do varejista.

3) Visibilidade

A visibilidade dos produtos na busca orgânica será dada pela plataforma escolhida. Outra vantagem: os grandes marketplaces também são os mais bem colocados nos motores de busca. Em outras palavras: a chancela dada pela plataforma atrai mais público (diversificado e de outros segmentos) de forma orgânica, propiciando mais vendas.

4) Só paga se vender

O marketplace tem seu modelo de negócio baseado no CPA (custo por aquisição). O comissionamento varia de 12% a 16%, a depender da plataforma e da categoria do produto. Não é uma margem baixa, mas o seller só paga se vender. Além disso, não existe nenhum outro investimento para estar nesse tipo de plataforma. Não é cobrada mensalidade ou anuidade e o investimento em marketing, como dissemos acima, também é de responsabilidade da empresa.

5) O consumidor também ganha

Essa relação não é ganha-ganha apenas para os sellers e marketplaces. O aumento de sellers amplia e diversifica o sortimento dos varejistas, o que faz com que o mercado se torne mais competitivo. Para o consumidor, isso é sinônimo de economia.

6) Regulação

O Banco Central regulará os pagamentos realizados em marketplaces – o prazo foi prorrogado recentemente para 28 de setembro de 2018. A regulamentação, segundo a autoridade monetária, trará avanços para o setor, já que nivelará os participantes do mercado nas mesmas condições de concorrência e segurança, reduzindo barreiras de entrada decorrentes da atuação verticalizada de alguns agentes.

Para escolher a melhor plataforma para alavancar seu negócio, o seller deve avaliar o posicionamento de mercado do marketplace. Além da reputação da loja, que pode ser verificada por empresas certificadoras como a Ebit, é preciso pesar se aquela é a empresa que tem a melhor sinergia com o produto oferecido.

Outra coisa: o e-commerce é um mercado dos mais dinâmicos. Por isso, o sucesso nos negócios está diretamente ligado à capacitação a atualização do empreendedor sobre as plataformas e ferramentas disponíveis no mercado. Para estar entre os melhores, é preciso surfar sempre na crista da onda. O markeplace é uma tendência global e, neste momento, todos os indicativos apontam que veio para ficar.

 

Sobre Pedro Guasti: Presidente do Conselho de E-commerce da FecomercioSP, VP de Intelligence Market do BuscaPé e Diretor Geral da e-bit, empresa do Grupo BuscaPé.com Inc. desde julho/2007, especializada em informações para o mercado de e-commerce. Trabalha na e-bit desde sua fundação em 2000 e assumiu a direção geral da empresa em 2002. Anteriormente ocupou posições executivas nas áreas de Cash Management e Tecnologia da Informação em empresas como Unibanco e Prodesp. Graduado em Tecnologia da Computação pelo Mackenzie-SP e pós-graduado em MBA na Universidade de São Paulo em Conhecimento, Tecnologia e Inovação. Foi o representante brasileiro no programa Inter-American e-Business Fellowship 2003 patrocinado pelo Departamento de Comércio Americano e pelo eBay.com e atualmente ocupa o cargo de Conselheiro da Camara-e.net. Ver mais artigos deste autor.

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