Pesquisador defende que você só deveria entrar no trabalho a partir das 10h

Dormir uma boa noite de sono faz bem para a carreira (Foto: Thinkstock)

IMAGINE NÃO TER DE OUVIR O DESPERTADOR TODOS OS DIAS (FOTO: THINKSTOCK)

A rotina matinal pode estar acabando com sua saúde

Quantas vezes você teve de dormir menos horas do que queria para chegar cedinho ao trabalho? Para muita gente, é uma realidade diária. E pior: deixar de lado uma noite bem dormida costuma começar cedo, ainda na época da escola. Não é nada bom para sua saúde. De acordo com Paul Kelley, especialista em sono da Universidade de Oxford, pessoas entre 18 e 55 anos poderiam se beneficiar muito de um expediente que começasse só às 10h.

Mexer de forma brusca com o relógio natural do corpo é uma prática associada a uma série de problemas físicos e mentais – incluindo disfunção cognitiva, ansiedade, aumento de peso, pressão arterial elevada e diabetes.

A faixa etária em que temos a maior privação de sono é dos 14 aos 24, quando em média dormimos duas horas a menos do que deveríamos. De 24 a 30, deixamos de lado uma hora e meia, e de 30 a 55 anos, perdemos cerca de uma hora por noite, explicou Kelley ao site Business Insider. “Cada dia da perda de sono é jogado para o próximo, até a pessoa ter a chance de dormir.”

Segundo o especialista, um número surpreendente de crianças e adolescentes têm seus sonos prejudicados, e a saída também poderia ser entrar na escola mais tarde. Ele defende que crianças entre oito e dez anos não deveriam começar a estudar antes das 8h30, enquanto até os 16 anos só a partir das 10h. Aos 18 anos, às 11h ou mais tarde.

As sugestões vêm de um estudo recente publicado por Kelley e seus colegas no periódico Learning, Media and Technology. A Academia Americana de Pediatria, assim como Kelley, recomenda que as escolas só comecem as aulas depois das 8h30.

“Dependendo da sua idade, você realmente precisa começar em torno de três horas mais tarde [do que aulas que começam logo cedo], o que é totalmente natural”, afirmou ao The Guardian.

A hora em que alguém chega na escola ou no trabalho, no entanto, não é o único fator que mexe com a qualidade do sono. O tempo que passamos em frente à luz de computadores, celulares e outros dispositivos também importa. Evitar telas uma hora antes de dormir pode fazer uma grande diferença, diz Kelley.

Pesquisa: Revista Época Negócio

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