Para muitas mulheres, criar sua própria empresa é um excelente negócio

Imagem 
Setor de comércio e serviços é o preferido do público feminino.

Prof. Roberto Lamas por e-mail
A busca por novas oportunidades no mercado de trabalho e a economia aquecida tem levado diversas mulheres a realizar o sonho do negócio próprio, entretanto este público precisa enfrentar diversos desafios, entre eles a forte concorrência e o desafio de tornar seu empreendimento lucrativo.Segundo dados fornecidos pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), o número de mulheres que possuem um empreendimento sem empregados deve subir de 32% em 2000 para 47% em 2020.O mesmo crescimento é apontado na modalidade empregadores (empreendedores com empregados). De acordo com o estudo, esse número deve passar de 24% em 2000 para 42% em 2020.Para a sócia da Trevisan Outsourcing, Geuma Campos Nascimento, a necessidade financeira e impossibilidade de abandonar os afazeres domésticos leva diversas mulheres para o universo do empreendedorismo.”Muitas têm a necessidade financeira que contribui muito, e como não podem abrir mão dos cuidados de casa e da família encontram, com a abertura de um negócio próprio, a oportunidade de gerir melhor o seu tempo. Com isto é possível equilibrar de forma mais estruturada sua vida pessoa com a profissional”, diz.O crescimento do número de mulheres que se tornam pequenas empresárias foi sentido também pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Segundo levantamento do órgão, cerca de 40% dos que solicitam cadastro de Microempreendedor Individual (MEI) são mulheres.Contudo, o ministério não possui dados mais concretos, pois os registros são contados com base no número de CPFs cadastrados, não havendo uma separação por sexo.

Segmento

Em relação ao setor mais procurado pelas mulheres que decidem se tornar empresárias, o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves, destaca a preferência deste público pelo segmento de comércio e serviços em função, principalmente, da melhora na renda dos brasileiros. A opção é destacada também por Geuma, da Trevisan.

“Geralmente são negócios no segmento de serviços. Assim, posso arriscar e citar alguns que percebo e curiosamente estão voltados para os gostos e consumo delas próprias: salão de beleza, lojas de acessórios, roupas, SPAs, agências de viagens, etc”, diz.

Na hora de empreender, a escolha por abrir um salão de cabeleireiro ou uma pequena loja de roupas é motivada principalmente pela menor despesa com a inauguração deste tipo de empreendimento, explica o consultor do Sebrae, Pedro Gonçalves.

“A preferência pelo comércio é por questões sócio-culturais, mas está muito ligado também à história da mulher no mercado de trabalho. No estado de São Paulo e no Brasil, o empreendedor depende de recursos próprios para abrir um negócio. Cerca de 80% a 90% dos que abrem uma empresa usam seus recursos ou de familiares. Então elas preferem o comércio porque é um setor que gasta menos”.

Contudo, o consultor do Sebrae destaca que a forte preferência por este tipo de negócio leva a um intensa competitividade por conta do grande número de estabelecimentos existentes.

“O setor de serviços vem crescendo muito, mas por outro lado é um setor com muita concorrência. Então, para ter sucesso neste ramo é preciso conhecer a concorrência, como os concorrentes vendem, entender as características e as preferências com o consumidor, manter uma sintonia com ele”, destaca.

Apesar dos desafios a serem enfrentados, a possibilidade de gerir melhor seu tempo é apontada como um grande atrativo para aquelas que decidem se tornar suas próprias “patroas”, aponta a sócia da Trevisan Outsourcing, Geuma Campos Nascimento.

“No meu caso e no de muitas mulheres que conheço e são empreendedoras, a vantagem mais relevante é a questão da gestão do tempo. Isso é imperativo para qualquer mulher que tem a responsabilidade de cuidar de toda a vida familiar”, diz.

Além deste fator, ela destaca ainda o gosto por novos desafios e a sensação de independência como um fator que vem atraindo cada vez mais mulheres para este universo. Entretanto, Pedro Gonçalves ressalta a necessidade de se preparar para ter sucesso na iniciativa, embora destaque o melhor nível de escolaridade feminino como uma vantagem competitiva no setor.

“Empreender é uma atividade de risco, então o ideal é se preparar. Hoje os empreendedores estão mais escolarizados, mais bem informados, buscam se capacitar, realizar cursos. Para se ter uma ideia, a taxa de mortalidade de uma empresa em até um ano era de 36% há 12 anos e hoje caiu para 27%”, afirma ele, que aponta também a expectativa de que mais mulheres se tornem empresárias no decorrer dos anos.

Essa perspectiva é defendida também pelo secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (Mdic), Humberto Martins, que afirma: “as mulheres realmente tem uma natureza de serem mais cuidadosas, isso imprime no negócio uma característica importante que é a de planejar melhor e até gerir equipes com mais afinco”, encerra.

De acordo com o Sebrae-SP, atualmente a participação de mulheres na população economicamente ativa (PEA) é de 51%, permanecendo neste patamar em 2020. Já a representatividade feminina na PEA deve sair de 42% em 2000 para 49% em 2020, aproximando-se da participação masculina.

(Rosangela Sousa – http://www.ultimoinstante.com.br)

Anúncios

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s