Como construir a sua marca

Editora Globo

Na década passada, especialistas britânicos conduziram o maior estudo de neuromarketing de que se tem notícia. Consumiu US$ 7 milhões, envolveu milhares de pessoas de diferentes nacionalidades e comprovou a real influência de marcas comerciais na mente e no coração do consumidor. O avanço tecnológico nos equipamentos de rastreamento cerebral possibilitou ao neuromarketing investigar o comportamento de consumo sem recorrer a entrevistas pessoais de fidelidade duvidosa. Um dos experimentos mais interessantes consistiu numa comparação entre a espiritualidade e o branding. Cada participante teve o cérebro escaneado por uma máquina de ressonância enquanto via imagens alternadas de produtos, logomarcas e símbolos religiosos. Por exemplo, um iPod era seguido por um rosário de contas. Uma Ferrari, pelo papa.

O estudo constatou que as marcas fortes projetadas geravam mais atividade do que as fracas em áreas do cérebro ligadas a memória, emoção e tomada de decisão e significado. Mais impressionante ainda foi descobrir que marcas fortes como o iPod, da Apple, e Harley-Davidson geravam o mesmo padrão de atividade dos ícones religiosos. “Marcas emocionalmente mais fracas ativaram áreas diferentes do cérebro, sugerindo que não evocaram as mesmas associações”, afirma o consultor holandês Martin Lindstrom, autor de A Lógica do Consumo (ed. Nova Fronteira) e um dos pioneiros do neuromarketing que ajudou a viabilizar o estudo, patrocinado por oito multinacionais.

Não é coincidência que algumas das marcas relevantes que se destacaram no experimento estejam vinculadas aos logotipos com maior reputação em inovação. “É a melhor maneira de energizar um negócio”, diz David Aaker, professor emérito da Universidade da Califórnia e um dos maiores estudiosos mundiais do fenômeno das marcas. “Apple, Nintendo, Virgin e Toyota se valem do fluxo contínuo de inovações para despertar interesse e visibilidade.” Em um mundo mais transparente e veloz, dotado de redes sociais e consumidores conscientes que assumiram, de fato, o comando do mercado, inovação tornou-se o fator x — o principal paradigma para a construção de marcas vencedoras no século 21. No elenco estelar, nenhuma outra é mais emblemática dessa tendência que a Apple. Em menos de uma década, a empresa então liderada por Steve Jobs revolucionou quatro setores: música, computação, telefonia móvel e varejo.

Anúncios

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s