Pratique a ousadia

Entenda como a atitude de arriscar-se pode ajudar você a crescer na carreira e alcançar novos objetivos e rumos.

 - Crédito: Fabiano Accorsi

Em uma das paredes da sede do Facebook, em Nova York, está escrito, bem grande, proceed and be bold, algo como “prossiga e seja ousado”. A rede social criada pelo americano mark Zuckerberg detectou que a ousadia é um valor tão importante para seu negócio que fez questão de incorporá-lo à sua cultura e disseminá-lo entre seus funcionários. Além do quartel-general nova-iorquino, a frase está estampada em outros escritórios da empresa, inclusive na filial brasileira, em São Paulo.

Mas há outros lemas que combinam com ousadia, como “fracasse duramente” ( fail harder) e “movimente-se rápido” (move fast). o que o Facebook quer, assim como várias empresas, é disseminar para seus profissionais uma mentalidade de trabalho inovadora e corajosa, fundamental para obter sucesso em mercados que passam por muitas e rápidas mudanças.

“Quando as empresas pedem ousadia, elas querem, na verdade, profissionais comprometidos com os objetivos da corporação”, afirma Mireia Las Heras, professora de desenvolvimento profissional da escola espanhola de negócios Iese. Em uma pesquisa feita no ano passado pela empresa de treinamento corporativo LAB SSJ, de São Paulo, com 159 líderes de 32 companhias brasileiras e multinacionais, a capacidade de assumir riscos, uma das características centrais da ousadia, ficou em terceiro lugar — as duas primeiras estão l igadas à comunicação.

“Como o mercado está muito aquecido, com uma guerra por bons profissionais, este é um bom momento para ousar na carreira”, diz Mauro Mercadante, diretor de projetos de desenvolvimento do LAB SSJ. “Aquele que demonstra estar aberto e disponível é visto com bons olhos e certamente terá uma boa oportunidade.” As empresas valorizam profissionais que se arriscam, aceitam o novo e enfrentam mudanças. Não apenas porque essas pessoas ajudam a corporação a resolver problemas, mas porque elas mostram que sempre estarão prontas para passar por transformações e para arriscar.

“Se o profissional demonstra naturalmente que está disposto a mudar, a organização sabe que ele poderá ajudá-la a chegar a resultados melhores”, afirma Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais. Por isso, profissionais que aceitam uma expatriação, por exemplo, tendem a crescer mais rápido na companhia. Eles demonstram a seus chefes e pares que estão dispostos a encarar desafios em contextos diferentes e que conseguem arriscar. A importância que as empresas dão à ousadia também pode ser medida pelo perfil profissional exigido em programas de trainee.

Entre as atitudes e competências buscadas nos jovens aspirantes a líderes estão o inconformismo, a criatividade e a capacidade de traçar objetivos e alcançá-los com rapidez — características que poderiam ser sintetizadas como ousadia. “A ousadia está ligada à responsabilidade e à tomada de decisões”, diz Danilca Galdini, sócia-diretora da nextview, empresas de pesquisas do grupo DMrH, que auxilia grandes corporações a realizar os programas de trainee e é parceira do Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Começar a Carreira.

Ser arrojado não é uma competência esperada apenas de áreas comerciais ou criativas. Departamentos mais sisudos, como finanças ou direito, também dão importância a essa atitude. “o advogado que tiver a habilidade de ser técnico, o que é bom, mas consiga visitar clientes, gerar negócios e ser dinâmico passa a ser uma peça essencial”, diz carlos Ferreira, sócio da consultoria de recolocação 4hunter, especializada nas áreas jurídica e financeira. “um advogado que não souber ser ousado está fadado a não crescer.”

Expatriação extremaOusadia: Há dois anos, Luana Cardozo, de 30 anos, executiva de vendas da fabricante de papel International Paper, viu a abertura de uma vaga interna para ir trabalhar na China por dois anos. Aquela seria a primeira oportunidade global de expatriação da empresa na região, que representa 15% das vendas da regional brasileira. Mesmo sem saber falar mandarim nem nunca ter morado em outro lugar senão Mogi Mirim, cidade do interior de São Paulo com 86 000 habitantes, Luana arriscou e se candidatou à vaga em Xangai, cidade com 23 milhões de habitantes. “Eram metas, culturas e pessoas diferentes”, diz Luana, que conseguiu a vaga.

Lição: 
Na hora de negociar, Luana mostrou que aquela oportunidade seria boa para todos. Para ela o ganho seria a longo prazo. No futuro, Luana vislumbra ser gerente de exportação, área que responde por 35% do volume produzido pela empresa. “Sabia que aprimoraria meu inglês e faria contato com o escritório asiático, um importante parceiro.” Uma atitude ousada, que fez a empresa vê-la como uma profissional determinada e corajosa.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/carreira-atitude-pratique-ousadia-736107.shtml
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