Plano de Negócios: uma boa opção também para pequenos negócios

Plano de negócios é um tema já consagrado na literatura e de fundamental importância para empresas de todos os portes, em especial, para as nascentes, que através de tal metodologia podem conhecer o seu ambiente competitivo, gerar valor de mercado, entender quem é o seu cliente, qual o seu diferencial e como transformará isso em receita. Os planos de negócios possibilitam que o empreendedor pense efetivamente sobre o seu negócio, o que trará várias vantagens, principalmente se considerarmos que a falta de planejamento é um dos motivos citados na pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE, 2008) para a alta mortalidade das pequenas empresas.

Vários são os modelos de plano de negócios disponíveis e cabe ao empreendedor analisar aquele que vai ao encontro de suas expectativas, avaliando sempre o porte do empreendimento e o conhecimento administrativo do empreendedor. Existem modelos mais completos que são, inclusive, necessários para o caso de financiamento por investidores externos ou mesmo para entrar em uma incubadora de negócios, como é o caso do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia – CIETEC – localizado na Cidade Universitária de São Paulo. Modelos simplificados também são possíveis e também auxiliam o novo proprietário em melhor planejar o seu futuro, aumentando a chance de maior longevidade da sua empresa.

É fato que muitas as empresas elaboram algum tipo de planejamento, não sendo, muitas vezes, formais e estruturados nas pequenas empresas, pois várias são as dificuldades encontradas para a realização de tal atividade, como a falta de recursos e de tempo dos proprietários. Observa-se nas empresas de menor porte que a intuição e a preocupação com questões operacionais são muito fortes para o proprietário, o que torna a elaboração do plano de negócios um desafio, a despeito de sua importância.

Uma abordagem que despontou no mundo de negócios recentemente é o Business Model Generation (BMG), desenvolvido por Osterwalder e Pigneur (2010), que pode ser um interessante caminho para os novos empreendedores. Sendo uma de suas propostas a facilidade de uso, foi elaborado em nove blocos, a saber: segmentação de clientes, proposição de valor, canais, relacionamentos, atividades chave, recursos chave, parcerias, estrutura de custos e receita. Se você é empreendedor vale conhecer esse modelo disponível no site ou no livro já traduzido para português.

Nesse contexto, não importa o modelo em si a ser adotado, mas sim a sua formalização em um plano que permitirá a organização do seu negócio e a melhor estruturação de suas atividades, com metas factíveis e maior desempenho. Bons negócios!

Patricia Viveiros de Castro Krakauer – Professora da HSM Educação 

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