Qual o líder que os jovens profissionais querem?

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É fato: ainda existe uma cultura geral que acredita que os colaboradores é que devem unicamente adaptar-se ao estilo de seu líder. Claro, é dele o poder de manter ou não um profissional na empresa e dar-lhe as ferramentas para o seu desenvolvimento. Entretanto, existe muito mais nesta relação, e uma dinâmica nova que extrapola a simples matemática do “eu mando e você obedece”. E se os líderes não se adaptarem também às novas demandas e tendências, não conseguirão desenvolver estratégias de desenvolvimento que proporcione efetivamente a retenção dos jovens talentos, e as empresas estarão aí com um grande problema. 

Não estamos apenas no século 21, estamos no século da tecnologia, inovação e das informações ao alcance de todos. Segundo a 11ª Edição da Pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada pela Cia de Talentos e Nextview People, 29% dos jovens brasileiros buscam informações sobre as empresas onde desejam trabalhar nos meios de comunicação, e outros 28% através de pessoas que trabalham ou trabalharam nestas empresas.

Assim, o peso das lideranças nas organizações é hoje muito maior. E os líderes devem observar a construção de sua gestão como um movimento que impacta também a sociedade e os modelos criados pelos jovens profissionais. Assim, a forma de liderar é o que chama a atenção dessa nova geração de profissionais, com comportamentos e valores claros, e que está em busca de chances também claras de destacar-se no mercado.

Segundo ainda a pesquisa, 61% dos jovens apontaram qualidades como: empreendedorismo e capacidade de inovar como as principais características que mais admiram em um líder. E mais que salários ou benefícios, estes desejam fazer aquilo que gostam e sentir-se plenamente realizados profissionalmente.

No mercado de trabalho encontramos diversos tipos de profissionais e, em especial, uma geração de trabalhadores nascida em meio a todas essas mudanças comportamentais, estruturais e sociais que aconteceram nos últimos 25 anos, e que deseja muito mais de seus gestores. As empresas também precisam se adaptar a essa realidade, e não apenas exigir, mas também oferecer aos profissionais políticas de valorização, retenção e desenvolvimento.

A relação entre empresa e colaboradores é uma via de mão dupla. Se de um lado as organizações querem ter em seus quadros profissionais diferenciados, inovadores, com uma boa comunicação interpessoal, competências de liderança, de outro, os profissionais também têm o seu ideal de empresa e de líder.

Os jovens talentos buscam neste ambiente e, através deste guia, oportunidades de desenvolvimento, o aprimoramento suas competências e habilidades, adquirir novos conhecimentos e ascender em sua carreira. E os líderes que adaptarem-se a essa dinâmica rápido, com certeza, sairão na frente, na corrida por profissionais diferenciados.

Instituto Brasileiro de Coaching-IBC

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