Receitas de sucesso: como a Cacau Show se tornou referência em empreendedorismo

Você já tentou fazer um requintado prato de comida? Primeiro, é preciso saber os ingredientes certos e, pelo menos, conhecer um pouquinho da arte de cozinhar. Quando falamos de empreender, a coisa também funciona assim. Antes de querer nadar em rios de dinheiro e pensar em ser uma grande corporação, é preciso pesquisar possibilidades de negócios e ter informações necessárias para iniciar a atividade.

Com Alexandre Tadeu Costa foi assim. Aos 17 anos, ele continuou um negócio de sua mãe e resolveu revender chocolates. Com os pés no chão, sua receita foi bem simples: juntou boas doses de objetivos, acrescentadas de pitadas generosas de disciplina e inovação. O resultado foi a criação da Cacau Show que, recentemente, chegou a mais de 1000 lojas.

Alexandre foi um dos entrevistados da Revista Administradores nº 7, na reportagem “Empreendedorismo: que negócio é esse?” – que traz um dossiê completo sobre o tema. Nela, ele contou sobre a trajetória da Cacau Show e dicas para quem quer começar a empreender. Confira na íntegra esse bate papo.

Administradores – A Cacau Show é, atualmente, referência em chocolates finos. Mas, como surgiu a ideia de montar esse negócio?

Alexandre Costa – Na Páscoa de 1988, com então 17 anos, revolvi retomar um negócio descontinuado pela sua mãe, após um problema com um fornecedor. Com muita determinação, logo consegui uma encomenda de 2 mil ovos de 50 gramas. Para minha surpresa, ao chegar com o pedido na fábrica fui avisado que não havia possibilidade de produzir ovos com esse peso. Para honrar o compromisso assumido, resolvi fazer os ovos por conta própria, comprei matéria-prima, com dinheiro que peguei emprestado com um tio, e contratei uma senhora que fazia chocolate caseiro. Após três dias, com jornadas de trabalho de 18 horas, o pedido foi entregue.

Hoje somos marca moderna, democrática e inovadora. A Cacau Show revolucionou o mercado de chocolates ao oferecer produtos de alta qualidade a preços acessíveis, o que contribuiu, significativamente, para o aumento do consumo de chocolates em todo o País. O produto, que até então se restringia ao consumo ou como opção de presente apenas em datas comemorativas, conquistou um importante espaço no dia a dia dos clientes. Contamos com um público muito diversificado, agradando todas as classes e idades. Atualmente, a rede se posiciona como uma marca democrática, oferecendo uma linha de produtos para todos os gostos e bolsos, mas sempre prezando pela qualidade na produção de chocolates finos com o padrão europeu e com o carinho artesanal, um grande diferencial competitivo, que destacou a rede como líder em Top of Mind 2010, de acordo com a pesquisa realizada pela Datafolha.

E a preparação? Você considera que sempre teve vocação para empreendedor?

Sempre tive vocação para ser um chocolateiro, a de empreendedor também! Ser empreendedor é realmente uma vocação, uma vontade de sempre inovar e reinventar o seu negócio.

O que você considera como o mais importante para conseguir levar esse projeto à frente?

A audácia de sempre sonhar grande, ser um autêntico visionário em traçar metas e contagiar toda a equipe para alcançá-las, vencendo os obstáculos e fazendo dos desafios os degraus para as importantes conquistas. Foi assim quando ainda menino de apenas 17 anos consegui vender os 2 mil ovos; ou quando comprei meu primeiro carro, que usava de ‘bancada’ para vender os chocolates; ou mesmo quando comprei a primeira máquina de produção e a partir de então fui criando, reinventando, inovando e chegamos nas mil lojas. Quando sabemos com clareza aonde queremos chegar, fica bem mais fácil focar no que é de fato importante. Estabelecer metas arrojadas e associá-las a prazos é fundamental para o crescimento. Nesse caminho, ninguém está livre de encontrar obstáculos. Temos que pensar neles como um tempero que ressalta o sabor das conquistas.

Qual foi a maior dificuldade nessa trajetória? Chegou a pensar em desistir da empreitada?

Nunca passou pela minha cabeça desistir, muito pelo contrário, a ideia é sempre melhorar e proporcionar ao maior número de pessoas uma experiência memorável e excelência em produtos e serviços, sendo referência em gestão do negócio de chocolates.

Você foi o vencedor do Prêmio Empreendedor do Ano 2011 (pela Ernst & Young Terco) e foi o representante brasileiro no World Entrepreneur Of the Year. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência muito enriquecedora, pois fui um dos cinco finalistas entre 50 empresários vindos dos quatro cantos do mundo e, apesar de não ter trazido a medalha de ouro, conquistei algo mais valioso: o respeito do mundo empresarial, que, a cada ano que passa, muda sua percepção sobre o nosso país.

Qual a dica que você passaria para o jovem universitário que quer abrir um negócio e possui uma ideia muito boa, mas tem medo de arriscar?

Precisa ter o espírito empreendedor, tendo audácia de sempre sonhar grande, contagiando a todos que estão ao seu redor.

Fonte: www.administradores.com.br/entrevistas

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