Seis segredos para trabalhar menos e conseguir mais resultados

As melhores estratégias para inovação surgem a partir da prática da subtração

O famoso ditado menos é mais parece ser o lema que ajuda inovadores a conseguirem grandes resultados. Ao menos é o que indicam alguns cases famosos que mostram que grandes inovações foram obtidas por pessoas ou empresas que decidiram subtrair pequenos detalhes em processos ou produtos que causavam algum ruíno e atrapalhavam a quebra de barreiras.

A revista americana Harvard Business Review analisou alguns desses cases e, a partir deles, listou seis regras de ouro que ajudam a eliminar de qualquer processo coisas em excesso, dispensáveis, perigosas, confusas ou difíceis de usar, que podem brecar a inovação. Confira:

1 – O que não é pode muitas vezes superar o que é

Como em uma obra de arte, o que está implícito é, em muitas situações, tão ou mais importante do que o que está evidente. Um exemplo foi a estratégia adotada pela Scion, divisão criada pela Toyota nos Estados Unidos para desenvolver modelos especificamente voltados para o público jovem. A marca criou um modelo de carro pequeno e propositalmente simples, sem muitos dos acessórios que normalmente acompanham um veículo saído da fábrica. A ideia era que os consumidores da geração Y investissem para adicionar novos acessórios e personalizar o automóvel. Foi um sucesso. Não pelo carro em si, mas pelo que foi deixado de fora e todas as possibilidades decorrentes disso.

2 – As regras mais simples criam as melhores experiências

Engajamento e ordem não precisam de uma estrutura hierárquica rígida e cheia de controles para serem obtidos. Um ou dois acordos vitais, geralmente implícitos, são capazes de fazer todo mundo entender e se sentir responsável por algo. Os limites são definidos pelo contexto social. Exemplo disso foi a criação de um espaço compartilhado na Exhibition Road, em Londres, durante os Jogos Olímpicos de 2012. Carros, pedestres, ciclistas e mesas dos cafés podiam utilizar o espaço da rua tendo como única regra respeitar ao máximo os mais vulneráveis. O resultado foi um fluxo constante de pessoas mais cuidadosas e com metade do número normal de acidentes.

3. Limitar informações estimula a imaginação

A sabedoria tradicional diz que para ser bem-sucedida uma ideia deve ser concreta e completa. Mas muitas das coisas que engajam as pessoas não têm essa clareza. Um exemplo é um comercial da marca de chocolates americana Cadbury, que mostra um homem vestido de gorila sentado em uma bateria durante a gravação de uma música do cantor Phil Collins. O comercial tem um minuto e meio de duração, mas apenas 4 segundos do filme fazem referência ao chocolate. O restante da ação é focada na cena com o gorila. Ainda assim, a mensagem foi bem compreendida pelo publico. As vendas da marca de chocolate aumentaram 10% na época e a propaganda foi vista mais de 7 milhões de vezes no YouTube.

4. A criatividade prospera sob restrições inteligentes

Na década de 90, um laborátório da Nasa recebeu a difícil missão de criar uma alternativa mais barata, rápida e eficiente de exploração espacial. O que parecia impossível trouxe um resultado espetacular. Eles criaram um robô que pudesse coletar dados científicos em menos da metade do tempo necessário para planejamento de uma missão espacial tradicional, com uma equipe menor e dentro do orçamento. A arte e a criatividade, muitas vezes, podem surgir da limitação.

5. A inovação requer uma ruptura com o convencional

Um empreendedor norte-americano conseguiu tornar um negócio inusitado em um sucesso nacional. Em meio aos problemas do sistema de saúde nos Estados Unidos, ele criou um consultório médico para pessoas saudáveis, oferecendo serviços como vacinação, fisioterapia e exames médicos. A empresa chamou a atenção pelos preços baixos, atendimento sem horário marcado e pelo ambiente saudável. O resultado foi tão positivo que já estão sendo abertas franquias em todo o país.

6. Fazer algo nem sempre é melhor do que não fazer nada

Para inovar é necessário fazer uma pausa no trabalho árduo. A neurociência confirma que a capacidade de fazer conexões entre coisas diferentes e, a partir disso, criar algo novo, está diretamente ligada à quietude da mente. A meditação, por exemplo, é uma das formas que ajudam a preparar melhor o cérebro para insights criativos, tirando todo o ruído da mente. O presidente da Oracle, Larry Ellison, pratica meditação e pede para os seus executivos fazerem o mesmo. O Google colocou um curso de meditação à disposição dos funcionários. E muitas outras empresas conhecidas pela inovação também possuem praticantes da meditação entre seus principais líderes.

 

Fonte: epocanegocios.globo.com

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