7 Dicas para fazer perguntas poderosas

7 Dicas para fazer perguntas poderosas

Quando eu comecei minha carreira, a chave para o sucesso era ter as respostas certas. Se o chefe tivesse uma dúvida, ele esperava que eu tivesse a resposta – ou pelo menos soubesse como encontra-la. Aqueles que progrediam na carreira mais rapidamente eram aqueles que possuíam a maioria das respostas.

Mas, conforme eu comecei a subir as escadas corporativas, descobri que a chave para o sucesso começou a mudar. Acabou se tornando cada vez menos importante ter a resposta certa e cada vez mais importante saber fazer as perguntas certas.

Na era do Google, as respostas são a parte fácil do negócio. Você pode pesquisar virtualmente por qualquer coisa e ter a resposta quase que instantaneamente. Mas isso só acontece quando você sabe fazer a pergunta certa.

Se você quer se tornar um líder de sucesso, você deverá aprender a fazer boas perguntas. Vou listar algumas habilidades para te ajudar a mudar de nível.

1) Faça perguntas mais amplas – perguntas que podem ser respondidas com “sim” ou “não” são perguntas estreitas. Elas não geram discussão além de raramente produzem inovação. Ao fazer perguntas mais amplas, você receberá um conteúdo bem melhor como resposta. Por exemplo, ao invés de perguntar “Você está feliz com seus resultados?”, você pode dizer “Como você acredita ter obtido os resultados que você gerou?”. A primeira pergunta pode ser respondida com “sim” ou “não”. A segunda convida à reflexão e à discussão;

2) Vá além das suposições – todos as decisões de negócios são baseadas em suposições. Se você não compreender bem essas suposições, você pode acabar tomando uma péssima decisão. É sempre muito útil se pergunta primeiro – e depois a seus colegas – “O que estamos supondo neste cenário?”. Então você deverá descascar cada camada do problema até que você esteja confortável com as suposições. É aqui que as pessoas comentem os erros. A lógica pode ser perfeita, mas se ela foi construída em suposições falsas, você acabará com uma conclusão falha;

3) Ouça os dois lados da história – é fácil ouvir um lado da história, agir com a informação, e então ficar embaraçado quando você descobrir que você possuí apenas a metade dos fatos. Eu já devo ter feito isso uma centena de vezes. Eu acredito estar melhorando em ouvir os dois lados da história, mas eu ainda me considero “em recuperação”. Eu preciso me lembrar constantemente que existem no mínimo dois lados em todas as histórias;

4) Faça perguntas de acompanhamento – evite a tentação de fazer comentários em cada pergunta. Algumas vezes que gosto de contar quantas perguntas eu consigo fazer sem fazer comentários. É fantástico o que você pode aprender quando age assim. Isso torna seus comentários é decisões muito mais profundos. Geralmente você não consegue chegar ao verdadeiro problema antes de fazer várias perguntas profundas;

5) Fique confortável com o silêncio – muitas pessoas ficam desconfortáveis quando as coisas ficam quietas. Elas se sentem na obrigação de preencher o vazio com palavras. Você pode usar isso a seu favor apenas mantendo a boca fechada e os ouvidos atentos. Quando você consegue, você geralmente descobre que as pessoas fornecem voluntariamente um monte de informações que você jamais conseguiria de outra maneira;

6) Ajude às pessoas a terem suas próprias ideias – uma das melhores maneiras de guiar os outros é perguntar ao invés de informar. Sim, você pode pontuar seus subordinados, mas suas ideias jamais serão tão significativas para eles quanto são para você. Você conseguirá muito mais ao lidera-los com boas perguntas. Uma de minhas favoritas, especialmente quando acontece um erro ou desapontamento, é “o que podemos aprender com esta experiência que poderá ser útil para nós no futuro?”;

7) Compreenda a diferença entre fatos e especulação – um dos chefes que ajudou em minha formação me disse uma vez “tenha certeza que você está me dizendo o que você sabe e o que você acredita que sabe, e garanta que eu saiba a diferença”. As pessoas fazem qualquer tipo de afirmação que elas acreditam ser baseadas em fatos. Isso geralmente faz com que você desligue o seu radar. Geralmente você deve perguntar “você reconhece isso como um fato?”. Se a resposta for sim, “Como você sabe?” ou “Você pode me mostrar a fonte dessa estatística ou reinvindicação?”.

Finalmente, quando você fizer perguntas, faça anotações. Isso demonstra muito respeito à pessoa que você está entrevistando. Ajuda muito também quando o ambiente fica silencioso. Você pode verificar suas anotações e descobrir novas perguntas que ainda não havia pensado ou perguntado.

Forte Abraço,

André Cruz

Fonte: www.professoresdosucesso.com.br

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