Talvez um dilema para o Facebook

Era uma vez…
… uma enorme vontade de ser o sistema operacional da vida online. O centro de controle de bites que trafegam em rede descrevendo quem são as pessoas e o que fazem. E o que é melhor, o que foram e o que fizeram, onde passado e presente estão absolutos sobre o controle central de uma espécie de “Grande Irmão” (Big Brother), como no romance 1984 de George Orwell, e preparados para uma influência no futuro dos passos e decisões das pessoas.

Corta!

Parece que ser o sistema central de uma vida digital já foi idéia da Microsoft quer seja através de um de um sistema operacional para computadores para consumidores domésticos ou corporativos, ou ainda navegadores de internet. A AOL (América Online) também tinha uma forma de empacotar ambiente e serviços que poderiam cercar todas as necessidades das pessoas em sua vida online. Tudo ali e você não precisaria de mais nada lá fora no mundão sem controle dos bites.
E assim vai se repetindo o ciclo de companhias, ambientes e tecnologias que parecem que quererem triunfar na tarefa de serem o centro da vida online da humanidade.
A mais recente companhia candidata a este feito é o Facebook. E em 2007, após rumores que o Facebook tinha planos para desenvolver um sistema operacional, vimos uma ex-concorrente ao controle do mundo: a Microsoft tornar-se acionista de um naco do sonho de um “insubstituível Windows” para a vida online ao comprar 1,6% do Facebook por 260 milhões de dolares, atribuindo o valor de mercado para a rede social de 15 bilhões de dólares na época, alimentando um sofisticado plano que alterava a idéia de controle de código como software, para o de controle de ambiente vitaminados por desenvolvedores de toda espécie, construindo aplicações e integrada a vastidão da fragmentação da internet.

Passados 5 anos e talvez 85 bilhões de dólares com analistas projetando até esse momento um valor do Facebook de 100 bilhões de dolares, em um momento pré IPO da rede social, ao que tudo indica ser o sistema operacional social da internet já é tarefa árdua para a rede de Mark Zuckerberg.
Parece que como plataforma o Facebook tornou-se um intermediador de uma das experiências possíveis entre os usuários e rede, com toda oportunidade e também com todo limitador que isto pode representar, pois o campo da riqueza da vida digital continua e continuará sendo centrada em dois aspectos fundamentais: usuários e a riqueza que se produz em rede.

Neste momento todo plano de se deter uma influência em um campo muito estreito de domínio pode fracassar ao vento de uma complexa equação envolvendo cultura de consumo de informação, entretenimento, compras e condução das relações da qual uma dominante plataforma pode pelo seu gigantismo sufocar e até cansar.
E se existe uma coisa que a vida digital exigiu dos novos dias foi uma certa liberdade de ir e vir e até uma forma de dar as cartas em um cenário onde nada é definitivo.
E, neste(s) momento, a frase na foto do cartaz que Mark Zuckerberg deixou outro dia (e publicou) em sua mesa onde estava escrito: “Stay focused & keep shipping” (em tradução livre) “mantenha o foco e continue entregando” deve soar além do desenvolvimento interno da rede social. Mas também até quando e quanto os usuários entregarão suas riquezas para a rede social, assim como publicadores e editores, sem abocanhar novos nacos de alguma forma da riqueza dos bilhões que Mark quer construir como intermediador central desta relação.

Fonte: Info

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