Alavancando o espírito colaborativo: o quanto você anda revelando sobre si?

gentileza

As relações pessoais são um toma lá da cá. Gentileza gera gentileza, e frieza gera frieza. Nós recebemos tudo na mesma moeda. A forma como você se abre com os demais é um ingrediente inerente a qualquer função que envolva interações contínuas (tal qual “gestão de pessoas” e “trabalhar em equipe”). Tenho a impressão de que muitos executivos acreditam que manter uma distância adequada dos subordinados diretos é a prática correta. O interessante é que a ideia deles sobre o que é “distância adequada”, geralmente corresponde a “distante” e “longe à beça”. No entanto, uma relação equilibrada entre negócios e o lado pessoal é o que, sem dúvida, funciona melhor. Sempre. Afinal, ninguém consegue se relacionar bem com uma pessoa fria durante muito tempo.

Nossa capacidade de se abrir oferece aos demais uma ideia sobre como pensamos e os auxilia a nos interpretar melhor. E tem mais: quando nos abrimos, os outros acompanham nosso movimento e se abrem também. Abertura gera abertura. Isso amplia o leque de possibilidades nas relações, proporcionando um nível de colaboração mais profundo. Quase todos os relacionamentos profissionais se beneficiam de uma razoável abertura pessoal. Portanto, pergunto: não é hora de revisar seu estilo?

Pois bem, para facilitar tal desafio, compartilho dez dicas para desenvolver essa habilidade interpessoal e alavancar sua capacidade de ser aberto e receptivo em 2013:

  1. Revele, seletivamente, quem você é. Não sabe por onde começar? Veja, as pessoas querem saber os motivos que o levam a fazer o que faz; o que pensa de si mesmo; informações que você sabe sobre o que está rolando na empresa (as quais tem liberdade de divulgar e que elas desconhecem); coisas positivas e/ou momentos embaraçosos pelos quais passou; comentários sobre o que está acontecendo ao seu redor (sem ser muito negativo sobre os outros); e ainda seus interesses fora do trabalho. Essas são as áreas sobre as quais deveria aprender a ser mais transparente, revelando mais do que atualmente você se permite.
  2. Divulgue o que considera de baixo risco. Comece com três coisas sobre as quais pode falar com qualquer um sem correr o risco de se sentir desconfortável quanto à sua abertura pessoal. Que tal o tema “férias”? Ou hobbies? Ou seus interesses empresariais? Ou seu ponto de vista sobre um assunto de negócios? Ou filhos? Decida quais são essas três coisas e se esforce para tocar no assunto em algumas de suas interações com aqueles com quem anteriormente só mantinha um intercâmbio estritamente profissional. Observe a reação. Elas também compartilharam alguma coisa na primeira vez? Pois bem, geralmente é isso o que acontece. E é exatamente isso o que você quer, certo? Dentro dos limites, quanto mais souberem um sobre o outro, melhor será a relação profissional. Acredite.
  3. Amplie o leque de assuntos com os colegas para além do trabalho. Saiba quais são os interesses dos demais, se têm filhos ou outro assunto sobre o qual podem conversar, além dos tradicionais “clima” ou o “placar dos jogos” do fim de semana.
  4. Detecte e observe quem sabe fazer. Sobre o que alguém que revela muito mais do que você – e que sabe fazê-lo muito bem – conversa? Qual o tipo de informações pessoais que ele revela? Em que situações revela? Muito bem, parta agora para uma pessoa que revela muito menos do que você e me diga: com qual dessas duas pessoas você trabalha melhor?
  5. Pratique com desconhecidos. Seu objetivo é revelar alguma coisa sobre si mesmo que geralmente não revelaria num ambiente profissional (experimente num avião ou numa reunião social). Veja então o quanto consegue fazer com que o outro revele. Teste os limites sem provocar irritação no outro. Quanto mais ele revelar, mais você revelará. Depois de cada evento, pergunte-se: “Como me sinto?” Como essas informações adicionais sobre aquela pessoa contribuíram para esse relacionamento temporário? Ficaria mais fácil trabalhar com essa pessoa, agora que você tem alguns dados pessoais dela?
  6. Revele pontos fortes e fracos. Uma transparência pessoal mais profunda inclui falar sobre sua autoavaliação. Isso requer que fale sobre pontos fortes, pontos fracos, limitações e crenças. As pessoas ficam mais confortáveis com quem se expõe razoavelmente. O mais engraçado sobre revelar o que pensam de si mesmas é que, na maioria, as pessoas ao seu redor já sabem o que você vai falar! Se disser “não sou a pessoa mais organizada do mundo”, grande parte (senão todos) vai sorrir, pois sofre na pele as consequências de sua desorganização. Porém, mencionar brevemente esse seu problema, ou uma crença que possui, ajudará cada uma delas a se sentir mais à vontade. Isso mostra que elas não estão sozinhas e que você também tem as mesmas oportunidades e as mesmas preocupações.
  7. Não hesite: revele seus erros. Aprenda a ficar mais à vontade para admitir seus erros. Isso o torna mais humano e também estabelece um ciclo de aprendizado sobre nossas inevitáveis desvantagens. As pessoas que se saem melhor ao lidar com seus próprios erros geralmente fazem o seguinte: 1) falam sobre seus erros da maneira mais trivial possível; 2) mencionam o erro e informam todos aqueles cujas consequências poderiam afetá-los; 3) reconhecem publicamente o erro, caso necessário; 4) demonstram que aprenderam a lição e que o erro não se repetirá; 5) seguem em frente (ou seja, não discorrem longamente sobre o assunto).
  8. Esclareça o raciocínio por detrás dos valores que sustenta. Ao revelar suas crenças ou posturas que refletem seus valores, explique por que tem determinada crença. Dê motivos em vez de somente afirmar suas convicções. As afirmações interrompem o debate e o fazem parecer rígido ou simplista. Convicções abruptas são absolutas, portanto restritivas. Não existe uma resposta para “nunca contrate um amigo”, exceto rejeitar o ponto de vista revelado. Por outro lado, dizer “eu tive que demitir uma pessoa uma vez; essa foi a situação; esses, os meus motivos, o que tentei fazer para ajudar e o que aprendi com isso” apoia suas convicções. Afirmar acaba se parecendo com um veredicto do tipo “nunca contrate um amigo”. Tente começar com afirmações relativamente moderadas, tais como “isso me fez questionar se é uma boa ideia contratar um amigo”. Essa é uma revelação construtiva, pois gera debate e pode até levá-lo a alguns insights (sob quais condições um amigo deve ou não ser contratado).
  9. Encontre seu estilo de revelar. Tente equilibrar sua revelação com o que o outro está pronto para ouvir. Comece com uma revelação simples e breve. O que o outro fez? Se não reagiu à sua revelação, talvez a situação ou o ambiente não seja propício. Se ele reconheceu sua transparência e contribuiu com uma revelação, então pode revelar algo mais. Verifique sempre se a plateia quer mais.
  10. Não se esqueça dos limites. Evite revelar demais, pois é provável que isso seja pior do que nada revelar. Imponha-se limites. Geralmente, assuntos como política e religião são arriscados. Piadas inadequadas ou que humilhem grupos étnicos (ou gênero) também não são bons pontos de partida (além de poder gerar processos judiciais). Também existem divulgações que podem ser feitas para determinadas pessoas, mas não para outras, já que nem todo mundo sabe ser discreto. E atenção: cuidado ao colocar alguém no papel de conselheiro e acabar falando demais sobre determinada questão. Logo no começo do processo de transparência, geralmente é melhor seguir a deixa dos outros e revelar tanto quanto eles. Esteja atento. 

Fonte: http://alliancecoaching.wordpress.com

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