Aprenda a liderar pessoas e não a gerenciá-las

por Marcinéia Oliveira*
Muitos profissionais assumem cargos de chefia por estarem tecnicamente bem qualificados. No entanto, para serem bem sucedidos é necessário que aprendam a liderar pessoas. James Hunter autor do Best-seller O Monge e o Executivo, diz: “Você pode até gerir a si mesmo. Mas você não gerir seres humanos. Você gere coisas e lidera pessoas”.

Ser bem-sucedido liderar na era da informação requer muito mais do que um chefe durão. O crescimento frenético do mercado obriga as empresas a um promoverem profissionais despreparados para cargos de chefia.

As empresas precisam estão carentes de verdadeiros líderes de equipe. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber liderar pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.
No entanto, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder sofreu mudanças. Hoje o líder não é mais um realizador do tipo que dizia “quer bem feito faça você mesmo”, passou a ser um catalisador. Ele precisa saber motivar as pessoas a sua volta para que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.

No passado era comum os líderes temerem ensinar tudo o que sabiam, com receio que seus liderados pudessem de alguma maneira tomar o seu lugar. Assim, ensinavam somente o básico ou pouco mais, deixando sempre alguma coisa de fora. Este tipo de comportamento não tem mais lugar no cenário atual. Longe de reprimir seus liderados, precisa ajudá-los a gerarem resultados e isto envolve dar espaço para que eles sejam notados e brilhem.
O tipo de líder que as empresas precisam é aquele que não pensa pelas pessoas, mas as ajuda a pensarem e que tem impulso e desejo de mudar, fazer o melhor. Além de ter potencial este líder ele acredita em si e em sua causa, não deseja ter apenas ter seguidores leais, mas busca arduamente desenvolver cada pessoa de sua equipe para estarem aptos para assumirem a liderança quando for necessário.
Um líder formador de novos líderes. Uma boa condução de equipe também pede um bom ambiente de trabalho. A postura do chefe influi muito em situações de tensão. As pessoas já possuem desafios e situações estressantes suficientes, não sendo necessário, portanto, criar mais dificuldade.

O líder precisa, antes de controlar a equipe, controlar a si mesmo. Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com desafios permanentes, mas a maioria delas se sente motivada se lhes forem apresentados os significados desses desafios.

Outro fator importante observado nos líderes bem sucedidos é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem por experiência que o poder da liderança está ligado à capacidade de estabelecer objetivos comuns com seus liderados. Sabem que o poder formal do cargo de liderança pode gerar obediência e, mas o comprometimento precisa ser conquistado, granjeado dia a dia.

Chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos saiam da empresa. Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao serem promovidos ficam enfunados de orgulho, alguns se tornam egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam a equipe mesmo quando eles esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.
Robert Button professor de administração na universidade de Stanford e autor de oito livros, um deles é o best-seller Bom Chefe, Mau chefe da editora Bookman companhia, em recente entrevista a revista pequenas empresas e grandes negócios, comentou:

– “Uma das coisas que chama a atenção nos piores chefes é que tudo gira em torno deles. Agem como se todo mundo tivesse de trabalhar para eles. Acreditam que podem usar as pessoas e depois descartá-las. Eles não tratam seus funcionários com dignidade. São o oposto do bom líder, que esta disposto a ajudar os profissionais a serem bem sucedidos, a se qualificarem. Ele trata os funcionários com paixão e respeito”.
Além disso, um bom chefe tem sensibilidade o suficiente para ajudar os membros de sua equipe a se desenvolverem e crescerem profissionalmente. Saber ouvir críticas é importante para tornar-se um bom chefe e incentivar a equipe a expressar suas opiniões. Para ser bem sucedido um chefe precisa disciplinar-se a falar menos e ouvir mais.

Robert Button acrescenta: “Uma diferença vital entre um bom e um mau chefe é que o primeiro considera sua responsabilidade aprender com os erros. Ele aplica sua habilidade gerencial para construir confiança e uma atmosfera de segurança”.
Ajudar os profissionais a melhorem suas deficiências envolve sensibilizá-los a verem a necessidade de fazer tal mudança. Podemos ilustrar essa questão com um projeto de reforma em uma casa velha. A reforma não será completa se apenas pintarmos a fachada, e deixarmos vigas podres por dentro. Não corrigir defeitos estruturais levará a problemas no futuro. De modo similar não basta apenas ajudar os membros de sua equipe a fazerem pequenas mudanças. É preciso ajudá-los a irem ao âmago de sua personalidade e reconhecerem problemas estruturais que precisam ser corrigidos. Caso contrário, velhos traços de personalidade podem ressurgir e causar um estrago grande.

Todos, incluindo os chefes, precisam identificar características indesejáveis e corrigi-las de modo correto. Identificar com precisão a causa destas deficiências é o primeiro passo para mantê-las no controle .Tenha em mente que para ser um chefe você precisa aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las. É preciso inspirá-las. Ser liderado por alguém com habilidades profissionais, intelectuais e psicológicas torna o trabalho mais leve.

O impacto causado por um chefe ruim: Um estudo Sueco publicado em 2009 acompanhou 3.122 homens por um período de dez anos. Dentre eles os que tinham chefes ruins sofriam 20% a 40% mais ataques cardíacos do que os que tinham chefes bons.

Para ser bem sucedido em liderar é preciso:
– Gostar de pessoas;
– Ter controle emocional;
– Saber trabalhar sobre pressão e em crises;
– Estabelecer prioridades para a equipe;
– Ser uma pessoa organizada;
– Trabalhar em equipe;

“Mude antes de ser obrigado a fazê-lo.” Jack Welch

“Qualquer que seja a pessoa ou a geração com a qual você irá se relacionar, é essencial que você se lembre de que não existe um estilo de liderança ideal e é preciso conhecer as características pessoais ou do grupo que você lidera para adotar o estilo adequado para aquele momento específico.”
Karim Khoury no livro Liderança é uma questão de atitude

O Líder e sua maneira de liderar
A chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos. “O líder do passado sabe dar ordem, enquanto o líder do futuro sabe pedir”. “Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns”. Peter Drucker
“É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos. Um líder é alguém que identifica e satisfaz as legítimas necessidades de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente”.

James Hunter em seu livro O monge e o executivo “Líder é aquele que direciona, constrói equipes e inspira outras pessoas por meio de exemplos e palavras. O administrador só é considerado líder até sua personalidade, caráter, seu conhecimento e sua habilidade nas funções de liderança serem reconhecidos e aceitos pelos outros envolvidos”.

John Adair em seu livro Chefiar ou Liderar? Seu sucesso depende dessa escolha “Após mais de cinco décadas de desenvolvimento de meu potencial de liderança, cheguei a esta conclusão: Liderança é influencia. É isso aí. Nada mais, nada menos. Meu provérbio sobre liderança é este: aquele que acha que lidera, mas não tem ninguém que o siga, está apenas dando um passeio.” John C. Maxwell em seu livro você nasceu para liderar “Liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão claras que elas acabem por vê-los em si mesmas”.
Stephen R. Covey – Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes.

*Marcinéia Oliveira: Consultora de RH, professora universitária, instrutora e palestrante. Colunista do Jornal Corporativo no Rio de Janeiro. Pós-graduada em docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes. Especializada em Administração e Gestão de RH.

 

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